Ecossistemas saudáveis de ervas marinhas da África Ocidental podem ajudar a sustentar os meios de…

Diário da Diretora de Estratégia de Investigação Científica da ResilienSEA durante a sessão de formação nacional de ervas marinhas na Guiné-Bissau
Seguimos a Dra. Maria Potouroglou durante a segunda da série de sessões de formação nacionais de identificação, cartografia e monitorização de ervas marinhas da ResilienSEA organizada em sete países da África Ocidental.
Dia 1: Partida do grupo para as Ilhas Bijagós
Entre os dias 4 e 8 de novembro de 2019, foi realizada uma sessão de formação nacional de identificação, cartografia e monitorização de ervas marinhas em Guiné-Bissau, no Arquipélago dos Bijagós. A sessão de formação destinava-se à equipa nacional, composta por dez cientistas ou especialistas e gestores. Moderada pela Dra. Maria Potouroglou, foi organizada em torno dos seguintes módulos: Panorama das ervas marinhas – biologia e ecologia; Importância das ervas marinhas e ameaças; Cartografia e monitorização das ervas marinhas. Após uma curta sessão de informação com todos os formadores e participantes, o grupo partiu para o Arquipélago dos Bijagós, onde os participantes “mergulhariam” na teoria e trabalho de campo das ervas marinhas nos quatro dias seguintes.

Dia 2: Aula teórica na Ilha de Bubaque e viagem ao Parque Nacional de Orango
A parte teórica da formação foi ministrada pelo Prof. Salomão Bandeira, um especialista em ervas marinhas de Moçambique e membro da Rede de Ervas Marinhas do Oceano Índico Ocidental. Os participantes tiveram a oportunidade de aprender mais sobre ervas marinhas e como distinguir as espécies presentes na África Ocidental, além de terem debatido os vários serviços e benefícios que estes ecossistemas proporcionam às pessoas e ao ambiente. Com exemplos concretos da África Ocidental e Oriental, aprenderam de que forma as ervas marinhas sustentam as pescas comerciais e artesanais essenciais, garantindo assim a segurança alimentar ao longo de ambas as linhas costeiras. Debateram também de que forma as ervas marinhas podem mitigar os efeitos das alterações climáticas, melhorar a qualidade da água, sustentar uma biodiversidade rica e oferecer benefícios culturais e recreativos. À noite, a equipa viajou para o Parque Nacional de Orango a fim de facilitar as visitas de estudo ao local-piloto, entre as Ilhas de Unhocomo e Unhocomozinho.
Dias 3-4: Trabalho de campo sobre ervas marinhas em Unhocomo e Unhocomozinho
A presença de ervas marinhas já tinha sido previamente confirmada no local-piloto durante uma missão da ResilienSEA em abril de 2019. Durante dois dias consecutivos, a equipa analisou todo o local, mas explorou também áreas próximas. Foi identificada uma espécie de erva marinha no local-piloto, a Halodule wrightii. Os participantes efetuaram a cartografia do local e recolheram informações sobre a cobertura de ervas marinhas e altura da copa, composição do sedimento e presença de algas. Estas informações são cruciais para a monitorização subsequente do local, que irá ser realizada regularmente nos próximos meses.
Dia 5: Encerramento da formação e regresso a Bissau
No final da sessão de formação, os formadores consideraram que “os membros da equipa nacional da Guiné-Bissau contam com uma boa formação e uma boa preparação” e esperavam que esta formação fosse apenas “o início da identificação de outros locais de ervas marinhas no país e que outros fossem descobertos ao longo dos próximos meses”.
Dra. Maria Potouroglou
Fotografias: Dra. Maria Potouroglou



Comments (0)